“A gente brinca que temos o poder de transformar braços cruzados e mal humorados em sorrisos embriagados.” Eram perceptíveis os sorrisos discretos e os celulares a punho ao passar pelo calçadão de Ipanema.

“Tudo começou quando percebemos que poderia haver uma troca de energias entre a galera. E foi tocando na rua que a gente percebeu isso. Foi a rua que nos ensinou.” Levar música livre às ruas e comunidades cariocas, essa é a proposta da Ataque Brasil, uma banda de “fanfarra tupinopunk sambagroove em 220 volts” – como se definem – composta por 13 artistas.

Numa mistura de atores, publicitários e engenheiros, a banda é sustentada pela amizade e a vontade de disseminar as boas vibrações de seus instrumentos. “O intuito inicial era nos divertir, e como estávamos aprendendo tocávamos na rua mesmo. Dessa brincadeira de ficar até as 4h da manhã tocando na Lapa, percebemos que podíamos nos juntar pra fazer uma coisa legal. Algo diferente que causasse um choque na galera.”

“Na primeira vez que tocamos como banda, estávamos tão empolgados que depois do show fomos parar dentro de um supermercado. A galera gostou, o pessoal que tava trabalhando, as meninas do caixa… Só os seguranças que não curtiram muito a ideia e mandaram a gente embora.” Relata Hubert, trombonista da banda. E os ataques não pararam por aí: a banda já tocou em meio a BR, no metrô e até em um bordel. Tocou também em outros lugares inusitados entre a Zona Sul e Oeste do Rio, bem como em alguns municípios da Baixada Fluminense. A Ataque Brasil articulou o evento “Invasão Neofanfarrística” que mobilizou mais de 2 mil pessoas no entorno da Praça XV, no centro do Rio. “Nosso objetivo é estar presente em todos os âmbitos da sociedade, desde escolas até nas comunidades mais afastadas, levando musica pra todo canto.”

O Ataque Brasil promove uma música que não é feita apenas para ser ouvida, mas principalmente, sentida. Os 13 amigos dividem-se entre dois sax, (Matheus Rebelo e Pedro Dorigo) três trompetes (Bernardo Correia, Diogo Vianna e Bernardo Guidolini), três trombones (Richard Barros, Henrique Barbosa e Hubert Áureo), uma tuba (Guto Souza), duas caixas (Rodrigo Daniel e Marcelo Hanones), um surdo (Romulo Cardoso) e um bumbo com pratos (o argentino Lautaro Escola).

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