Enquanto você estiver lendo a história da Maria Aparecida, escute a música abaixo.

“Sair daqui? Sair daqui para quê? Esse lugar me deu tudo o que tenho, pô.” Arredia, Maria Aparecida usa de poucas palavras, em contraste com o centro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro – um lugar predominado pela inquietude, pressa e a urgência dos vendedores e feirantes. Ali trabalha Cida, uma jovem senhora de 60 anos.

“Sabe? Eu nasci aqui, tenho 4 filhos e 15 netos, todos criados nesse lugar. As pessoas dizem que o Rio de Janeiro é perigoso, violento, mas a violência tá em todo canto. Perigoso é viver. Aqui, graças a Deus, nunca me aconteceu nada. Nem a mim, nem aos meus filhos.” Conta Cida que apesar das dificuldades, se orgulha da vida que tem e conseguiu dar aos seus filhos. “A maior alegria que uma mãe pode ter é manter seus filhos próximos e felizes. E, cara?! Isso eu consegui. Consegui com o meu suor e trabalho duro, coisa que muita gente não consegue.”

Sobre os planos para o futuro, Cida tem tudo traçado. “Eu quero trabalhar com idosos, ser cuidadora. Adoro isso. Estou há 2 anos afastada da profissão, mas é o que eu gosto de fazer. Isso me deixa feliz, dar atenção a quem precisa.” Muito mais que um exemplo, Cida é a representação da mulher guerreira. A mulher que persevera apesar dos obstáculos e desafios da vida.

Já menos arredia com a conversa, Maria sorri para a vida. Sorri para nós. “Não tenho nada do que reclamar. A vida me deu tudo o que eu precisava. Tenho minha casa, tenho saúde e o amor da minha família. De que mais eu preciso? E ainda por cima tô inteirona, pô!”

Maria tem um Campo Grande e vários pedaços de amor apenas para ela. Em seu swing ela segue a vida e como na música dos Novos Baianos, ela “não marca toca, vira toca e a moita”.

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